Orçamento mais alto de sempre em Celorico aponta milhões para saúde, casas e escolas

C.M. e casa do prado (1)

O Município de Celorico de Basto prevê, para 2026, um orçamento global de cerca de 45 milhões de euros, o maior de sempre, com quatro áreas apontadas como estratégicas: saúde, habitação, educação e parques empresariais/fortalecimento económico.

O presidente da Câmara, José Peixoto Lima, afirma que “em 2026 e tal como tem vindo a acontecer nos últimos anos, sempre em sentido crescente, temos o maior orçamento de sempre, no valor de 45 milhões de euros, reforçando a nossa capacidade de planear e executar investimentos de impacto que se traduzem em confiança e reforço no trabalho desenvolvido”. O autarca acrescenta que o documento reflete continuidade e consolidação do plano de ação do executivo e garante que “vamos continuar de forma resoluta, com responsabilidade e rigor, a apostar na melhoria das infraestruturas, equipamentos e modernização municipal, com eficácia e eficiência, que consubstancie de forma clara na elevação das condições de vida dos celoricenses”.

Na área da saúde, está previsto um investimento de 8 milhões de euros até 2029 para obras de beneficiação do Centro de Saúde e dos Postos Médicos do concelho. Segundo o Município, a intervenção permitirá reforçar as infraestruturas existentes, promovendo “a melhoria das condições de acesso aos cuidados de saúde e uma maior articulação com os diferentes agentes do setor”. De acordo com o Plano, uma parte significativa da execução financeira deverá concretizar-se ao longo de 2026. José Peixoto Lima sublinha que as obras pretendem “responder às necessidades atuais da população e criar condições mais adequadas para a prestação de cuidados de saúde de qualidade, enquadrando-se numa estratégia mais ampla de desenvolvimento sustentável do território”.

Em matéria de habitação, o Município quer manter o investimento na construção de habitação com rendas acessíveis nos centros urbanos de Gandarela, Fermil, Celorico e Mota, através da construção de edifícios de raiz e da reabilitação de antigas escolas primárias. O investimento previsto até 2030 é de 21 milhões de euros, com o objetivo de atuar no “combater a indignidade de muitas habitações, nomeadamente da nossa população mais idosa e mais vulnerável” e, em simultâneo, “promovemos a criação de soluções acessíveis, a reabilitação urbana e políticas que favoreçam a fixação da população e a inclusão social”.

Na educação, está prevista uma verba de 10 milhões de euros até 2030, orientada para a reabilitação do parque escolar e dos equipamentos desportivos associados.

No capítulo do fortalecimento económico, o presidente da autarquia compromete-se, para os próximos quatro anos, com a reabilitação e ampliação dos parques empresariais e com a construção de novos espaços, considerados cruciais para o desenvolvimento local. José Peixoto Lima sublinha que estes parques “originam a criação de emprego e atração de investimento, contribuindo para a competitividade do território e para atratividade de novos investimentos e áreas de negócio”.