Com a proibição de telemóveis até ao 6.º ano, a agenda de papel regressa às escolas no ano letivo de 2026/27. Conheça as novas regras, o calendário escolar e os apoios da ASE e encontre artigos de papelaria e casa e decoração para o melhor regresso às aulas com o El Corte Inglés.
Há uma cena que muitos pais reconhecem: os filhos sentados à mesa da cozinha, a copiarem os trabalhos de casa de um caderno pautado, enquanto o telemóvel fica arrumado numa gaveta da escola.
Depois de anos em que tudo parecia caminhar para o digital, há uma nova regra a devolver às crianças portuguesas um hábito que os próprios pais tinham quando estudavam: a agenda de papel.
É precisamente com base neste pressuposto que faz sentido pensar onde poderá encontrar o material certo para o novo ano letivo, sendo que o El Corte Inglés tem vindo a afirmar-se como um destino natural para quem deseja preparar o regresso às aulas com calma e qualidade.
A proibição dos telemóveis até ao 6.º ano e o regresso da agenda de papel
É desde o ano letivo de 2025/2026 que vigora em Portugal a proibição do uso de smartphones com acesso à Internet pelos alunos dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico (ou seja, até ao 6.º ano) em escolas públicas, privadas e cooperativas. Ficam de fora casos específicos, como a necessidade de tradução, situações de saúde comprovadas ou atividades pedagógicas autorizadas pelos professores.
Um estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP) apontou para uma diminuição do bullying e da indisciplina nas escolas que adotaram a medida, além de uma maior socialização nos intervalos. Os resultados foram suficientemente claros para que o Governo admitisse alargar a proibição até ao 9.º ano, mediante as conclusões de estudos adicionais em curso.
Com o telemóvel fora do bolso, as crianças precisam de outro sistema para não perderem o fio à meada e saberem em que dia é o teste de Matemática ou a que horas é o treino de futebol. É aqui que a velha agenda de papel volta a fazer sentido, não por nostalgia, mas como a ferramenta mais eficaz e livre de distrações para organizar o dia a dia de quem ainda não pode depender de um ecrã.
O ano letivo 2026/2027 arranca entre 11 e 15 de setembro
O calendário escolar para 2026/2027 já está definido:
- As aulas arrancam entre 11 e 15 de setembro de 2026;
- O 1.º Período termina a 15 de dezembro;
- O 2.º Período decorre entre 4 de janeiro e 19 de março de 2027;
- O 3.º Período arranca a 5 de abril e termina em junho, embora por fases, consoante o ano de escolaridade e a necessidade de realizar provas de avaliação:
- 4 de junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos;
- 11 de junho para os 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos;
- 30 de junho para o Ensino Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Relativamente às pausas letivas:
- As férias de Natal decorrem entre 16 de dezembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027;
- A pausa de Carnaval acontece entre 8 e 10 de fevereiro;
- As férias da Páscoa iniciam-se a 22 de março e terminam a 2 de abril.
Estas datas, fixadas pelo despacho que regula o calendário escolar entre os anos letivos de 2024/2025 e 2027/2028, dão às famílias um mapa fiável que lhes permite planear com antecedência, podendo reservar férias sem sobressaltos e, sobretudo, organizar as compras escolares sem deixar tudo para a última semana de agosto (a época mais cara e concorrida para encontrar o material certo).
Como criar um cantinho de estudo sem ecrãs
Com menos tempo de ecrã na escola, ganha ainda mais importância o espaço onde as crianças estudam em casa. Um cantinho de estudo bem pensado não precisa de ser grande, mas beneficia de alguns elementos essenciais, nomeadamente:
- Uma secretária à altura certa, que evite posturas forçadas;
- Uma cadeira ajustável, capaz de acompanhar o crescimento da criança;
- Boa iluminação, natural durante o dia e complementada por um candeeiro de luz quente ao fim da tarde.
Muitas famílias descobrem nesta altura que o mais difícil não é escolher a agenda ou os cadernos, mas sim montar o resto do quarto com:
- Uma estante que suporte o peso dos manuais;
- Uma cómoda adicional para arrumar o material desportivo;
- Um móvel juvenil completo, para quem está a mudar de ciclo e precisa de mais espaço.
É por isso que, além da secção de Papelaria, vale a pena visitar a área de Casa e Decoração do El Corte Inglés, onde poderá encontrar secretárias, cadeiras, móveis e soluções de arrumação pensadas para um cantinho de estudo no quarto.
Depois, vem a organização visual, sendo necessários:
- Um quadro para afixar o horário semanal;
- Caixas identificadas para separar manuais e cadernos;
- A agenda escolar bem à vista, para que a criança a consulte todos os dias autonomamente.
Este tipo de rotina (previsível e sem notificações disruptivas) ajuda a concentração muito mais do que qualquer aplicação de gestão de tarefas.
Quanto gasta realmente uma família no regresso às aulas?
Os números confirmam o que muitos pais já sentem no bolso todos os anos: segundo o estudo Observador-Cetelem sobre o Regresso às Aulas, cujos dados foram compilados pelo Dinheiro Vivo, do Diário de Notícias, a despesa média por estudante ronda os 604 €, dos quais cerca de 164 € destinam-se apenas a material essencial, como mochilas, cadernos e canetas.
Mais de um terço das famílias prevê gastar entre 50 € e 100 € por filho só nesta categoria, sem contar com vestuário, calçado ou tecnologia.
Outros levantamentos, como os da Escolha do Consumidor e da DECO PROteste, situam o custo do material escolar por criança entre 50 € e 150 € por ciclo de estudos, um valor que pode ultrapassar os 300 € a 500 € numa família com dois ou três filhos.
Vale a pena recordar que os manuais escolares são gratuitos para todos os alunos do ensino público, do 1.º ao 12.º ano, o que já alivia uma fatia importante do orçamento. O verdadeiro peso recai cada vez mais sobre artigos de papelaria, tecnologia e atividades extracurriculares.
Os apoios da ASE que muitas famílias se esquecem de pedir
Muitas famílias com direito à Ação Social Escolar (ASE) acabam por não usufruir de todos os apoios simplesmente por desconhecerem os prazos. A candidatura deve ser submetida no momento da matrícula ou da sua renovação, junto do agrupamento de escolas ou através da plataforma SIGA, entregando a declaração da Segurança Social com o escalão do abono de família e o comprovativo de IBAN.
Consoante o escalão (A, B ou C), a ASE garante refeições gratuitas ou comparticipadas, comparticipação de material escolar entre 8 € e 16 € por aluno e apoio nas visitas de estudo.
Um pormenor que passa despercebido a muitos encarregados de educação: se o rendimento do agregado familiar mudar a meio do ano letivo, é possível submeter uma nova candidatura para atualizar o escalão, sem que seja necessário esperar pelo ano seguinte. Vale a pena confirmar os prazos concretos junto da escola, já que cada agrupamento pode definir datas ligeiramente diferentes.
Entre a nova agenda de papel, o calendário já fixado e os apoios existentes para aliviar o orçamento, o regresso às aulas de 2026/2027 pede o mesmo de sempre às famílias portuguesas: um pouco de antecipação.
Ora, é precisamente essa antecipação, mais do que qualquer lista de última hora, que transforma setembro num verdadeiro recomeço, sobretudo sabendo que pode contar sempre com o El Corte Inglés, que lhe apresenta apenas as melhores marcas aos melhores preços.