O Centro Cultural Marcelo Rebelo de Sousa, em Celorico de Basto, acolheu, no passado dia 6 de maio, uma ação de formação dedicada aos 20 anos da avaliação externa das escolas, promovida pelo Centro de Formação de Basto e Barroso.
A iniciativa reuniu professores das Terras de Basto e Barroso e procurou criar um espaço de “encontro, partilha e reflexão com as escolas no centro de toda a dinâmica da avaliação externa”, explicou o diretor do Centro de Formação de Basto, João Carlos.
A sessão centrou-se no impacto da avaliação externa nas mudanças organizacionais e pedagógicas das escolas, promovendo uma reflexão sobre “as exigências reais para o sucesso pedagógico e social das escolas”.
Presente na iniciativa, o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, felicitou o diretor do Centro de Formação pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos, considerando tratar-se de “um espaço unificador da educação e das Terras de Basto”.
O autarca destacou ainda a importância das duas décadas de avaliação externa das escolas, defendendo que “são 20 anos que representam exigência, reflexão crítica e, sobretudo, compromisso com a qualidade da educação”.
José Peixoto Lima sublinhou que este processo “coloca a escola sob o olhar de equipas independentes que analisam de forma global e integrada, que observam práticas, recolhem resultados, avaliam liderança e gestão, ouvem professores, alunos, pais e parceiros e realizam uma avaliação exigente, contextualizada e, acima de tudo, orientada para a melhoria”.
O edil reforçou igualmente a responsabilidade das autarquias no acompanhamento das escolas, salientando que “a qualidade do sistema educativo é um dos pilares do desenvolvimento do nosso território” e defendendo que “avaliar é, por isso, também uma forma de garantir que estamos a dar às nossas crianças e jovens as melhores oportunidades”.
Também o diretor do Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto, Domingos Carvalho, considerou que a iniciativa surgiu “num momento particularmente significativo para o nosso agrupamento”, recordando a recente avaliação externa realizada pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC).
Segundo Domingos Carvalho, ao longo destas duas décadas, “a avaliação externa afirmou-se não como um mero exercício de controlo, mas como um instrumento estruturante de regulação e responsabilização e, sobretudo, de desenvolvimento organizacional”.
O responsável defendeu ainda que este modelo “desafia-nos a sair da zona de conforto, a questionar rotinas, a fundamentar decisões e a alinhar práticas com uma visão estratégica clara, partilhada e orientada para o futuro”.
Durante cerca de duas horas, os participantes ouviram intervenções dos inspetores da IGEC Jorge Sarmento Morais, Eusébio Machado e João Monteiro, que abordaram diferentes perspetivas sobre a avaliação externa das escolas, desde as políticas públicas à análise do impacto do processo nas organizações escolares.
A sessão terminou com as conclusões de José Sevivas, que refletiu sobre os desafios e a evolução da avaliação externa das escolas em Portugal.