A Praça de S. Pedro, situada no centro da vila de Celorico de Basto, está a ser alvo de uma profunda intervenção de requalificação que pretende melhorar as condições de utilização do espaço, preservando simultaneamente os elementos históricos e identitários que o caracterizam.
Segundo o Município, a obra surge na sequência do desgaste acentuado dos materiais e de várias debilidades identificadas ao nível dos pavimentos e da acessibilidade.
O projeto prevê a requalificação de uma praça fortemente ligada à identidade local e ao património religioso, procurando conciliar a preservação da sua imagem histórica com soluções de sustentabilidade ambiental, eficiência energética e inclusão.
A Praça de S. Pedro é marcada pela presença de uma pérgula com vistas sobre a veiga da vila. Na zona norte encontra-se uma área pavimentada em granito onde está instalada a estátua de São Pedro. Na área sul existia a escultura “Estudo da Elipse”, da autoria do escultor português Alberto Carneiro, da qual resta apenas a memória após ter sido alvo de vandalismo.
A ligação entre estes dois espaços é feita através de um pavimento em lajeado tosco de granito, elemento que será preservado e reabilitado no âmbito da intervenção. A restante área da praça é atualmente revestida com saibro compactado.
A empreitada contempla a eliminação de obstáculos existentes nos pavimentos, garantindo uma circulação mais segura, contínua e inclusiva para todos os utilizadores. Está igualmente prevista a criação de um miradouro sobre a veiga, destinado à contemplação da paisagem envolvente.
O projeto inclui ainda medidas destinadas a reforçar a eficiência energética e a qualidade do espaço público, através de novas soluções de iluminação e desenho urbano, bem como a preservação das espécies arbóreas adaptadas às características do local.
O presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, sublinha que “a presente intervenção tem como objetivo assegurar condições de conforto e acessibilidade a uma praça histórica profundamente enraizada na identidade local, garantindo, de forma rigorosa, a preservação dos seus traços distintivos e o património arquitetónico que a caracteriza”.
O autarca acrescenta que “ao mesmo tempo, e porque é preciso respeitar a história mas com um olhar no futuro, pretendemos promover uma valorização equilibrada do espaço público, conciliando a modernização funcional com a preservação da memória coletiva e cultural, em respeito pelos princípios de sustentabilidade e coesão territorial”.