Início Celorico de Basto Procissão regressa 50 anos depois em Arnoia

Procissão regressa 50 anos depois em Arnoia

Fiéis voltaram às ruas para reviver tradição religiosa marcada por silêncio, oração e grande participação da comunidade.
Fiéis voltaram às ruas para reviver tradição religiosa marcada por silêncio, oração e grande participação da comunidade.

A Paróquia de São João Batista de Arnoia, no arciprestado de Celorico de Basto, voltou a acolher no passado domingo a Procissão dos Passos, numa celebração marcada pela forte participação de fiéis e por um ambiente de profunda vivência espiritual.

Cerca de cinco décadas depois da última realização, esta manifestação pública de fé voltou a percorrer as ruas da freguesia, reunindo participantes de várias paróquias do arciprestado. A celebração decorreu num ambiente de silêncio, oração e recolhimento, resultado também do envolvimento da comunidade na preparação e organização da iniciativa, que pretende agora afirmar-se como tradição renovada no calendário pastoral local.

O Sermão do Pretório esteve a cargo do padre Parcídio Rodrigues, que convidou os fiéis a refletir sobre o significado do caminho de Cristo até ao Calvário. Na sua intervenção afirmou que “cada passo de Cristo rumo ao Calvário é também um passo que somos chamados a dar na nossa própria vida”, acrescentando que esse caminho implica “assumir com coragem a cruz do amor, do perdão e da esperança”.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, do vereador da Saúde e natural da freguesia, Rui Cerqueira, e do presidente da Junta de Freguesia de Arnoia, Vítor Moura.

O administrador paroquial, padre Sérgio Araújo, manifestou satisfação pelo envolvimento da comunidade. O sacerdote referiu que “foi com enorme alegria que vimos tantas pessoas unidas em torno desta iniciativa”, acrescentando que “cinquenta anos depois, Arnoia voltou a viver a Procissão dos Passos com dignidade, fé e sentido de pertença”. O responsável sublinhou ainda que “este não é um ponto de chegada, mas um novo começo”, defendendo que a procissão deverá “continuar, crescer e marcar de forma forte a vivência quaresmal do nosso arciprestado”.

A expressiva participação de fiéis e a solenidade da celebração reforçam a importância desta tradição religiosa como espaço de encontro comunitário e expressão de fé, num momento que a comunidade pretende manter vivo nos próximos anos.